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Iromat

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A inspeção em caminhões deveria ser um hábito. Apesar de simples, não é praticada pela maioria dos motoristas, o que pode resultar em consertos bem caros e na parada do veículo. Segundo Gilson Barbosa, gerente de serviços da Divena Caminhões, além de diária, as inspeções devem ser realizadas antes mesmo de se ligar o motor. 

O motorista deve ficar atento ao filtro separador de água (Racor). “Como o nome diz, funciona como um separador da àgua presente no diesel. Todo sistema de injeção é lubrificado pelo óleo diesel. Ocorre que, na maioria dos modelos, há um copo com capacidade de armazenamento muito pequeno, da ordem de 250 ml. Se o filtro não for drenado diariamente, ele perde a sua função e passa a permitir a passagem de água para o sistema de injeção do motor”, diz Barbosa. Segundo ele, essa vazão de água reduz a vida útil da bomba de combustível, da bomba injetora convencional e rotativa, unidades injetoras e os bicos injetores. “Os bicos injetores são os primeiros a apresentar desgaste interno, o que resulta em aumento do consumo de óleo diesel e, em casos extremos, o engripamento dos cilindros por gotejamento”, diz o especialista da Divena Caminhões. 
Um ponto importante e constantemente negligenciado é a calibragem dos pneus, que, além de elevar o consumo de diesel em até 20%, pode resultar na perda do pneu e até quebra por aquecimento do talão. 
Quanto à observação do nível de óleo do motor, Barbosa lembra que os veículos possuem dois tipos de indicadores. Há os equipados com a indicação eletrônica do nível de óleo no painel (atenção para não confundir com a luz VERMELHA de advertência de baixo nível de óleo do motor, presente em todos os veículos) e os que utilizam vareta de nível de óleo. No caso desses últimos, a verificação deve ocorrer sempre com o motor frio e com o veículo estacionado no plano. 
“Não adianta deixar o trabalho para o frentista do posto, principalmente se o motor estiver aquecido”, diz. Manter o nível adequado de óleo, afirma Barbosa, evita o engripamento da árvore de manivelas (virabrequim), problema que é causado pelo baixo nível de óleo. Ele alerta que a indicação constate de baixo nível de óleo evidencia que o motor apresenta problema e deve ser reparado o mais breve possível.
A verificação do nível do líquido de arrefecimento é outro ponto importante. No caso de veículos equipados com reservatório translucido, a observação é  mais simples. Já nos demais, é necessário remover a tampa do reservatório ou do radiador, sempre com o motor frio, e conferir o nível do líquido de arrefecimento. “Quando a necessidade de abastecimento de líquido se torna constante, é sinal de que sistema de arrefecimento apresenta algum problema, o que pode ser causado por furo nas mangueiras, falta de vedação da tampa do reservatório, radiador furado, válvula termostática engripada, junta de cabeçote danificada e outros”, diz Barbosa. “É preciso ficar atento, porque, deixar o líquido fora do nível correto, pode levar ao engripamento do motor”, conclui.
 

Guia do Transportador



Passageiros que usam ônibus, trem e Metrô com Bilhete Único em São Paulo já podem a partir desta semana carregar o cartão por meio de aplicativo de celular do Banco do Brasil. Segundo a instituição financeira, o banco passa a ser o único a fornecer essa funcionalidade até o momento aos clientes.
Após aquisição, os créditos devem ser ativados em validadores do sistema de transportes, inclusive nas catracas dentro dos ônibus. As redes de terminais de autoatendimento do Banco do Brasil que somam em torno de 42 mil unidades já prestam esse serviço. De acordo com cálculos do Banco do Brasil, em torno de 2,5 milhões de usuários podem ser beneficiados.

“Essa inovadora solução foca a melhoria da experiência dos clientes, usabilidade e eficiência. Tudo bastante afinado com a preocupação da São Paulo Transportes (SPTrans), empresa que administra e fiscaliza o transporte da cidade. E o Banco do Brasil segue determinado a desenvolver soluções que auxiliem na busca da maior eficiência para o Setor Público”, explica, em nota, o Vice-Presidente de Governo do BB, Júlio Cezar Alves de Oliveira.

O presidente Estadual da Nova Central – SP, Luiz Gonçalves (Luizinho), analisa que esta nova tecnologia traz enormes preocupações para os cobradores de ônibus, que se sentem ameaçados com seus postos de trabalho. “Quando inovaram os caixas eletrônicos nas agências bancárias, a população em geral aprovou, mas por trás dela veio o desemprego de milhares de bancários. Temo que isso possa acontecer com nossos companheiros (as)”, afirmou Gonçalves.

De acordo com ele, hoje o que garante minimamente o trabalho destes profissionais é a Lei 13.207/01, do ex-vereador Alcides Amazonas (PCdoB) que tem como objetivo de oferecer mais segurança aos usuários – na medida em que os motoristas não terão de cumprir dupla função – e garantir a manutenção de um funcionário fundamental para o bom funcionamento do sistema.

“Não podemos esquecer jamais que esta é uma conquista histórica para a nossa categoria. O cobrador não é mero passador de troco, mas um agente social que ajuda tanto o usuário quanto o motorista, sendo extremamente importante para o bom funcionamento do sistema”, complementa Luizinho, que é motorista de ônibus aposentado.

Atualmente, 94% dos embarques realizados nos ônibus são pagos com Bilhete Único de todas as modalidades. O sistema municipal de transportes, em SP, tem uma frota de 14.736 ônibus que operam em 1.390 linhas, incluindo 151 trajetos do serviço Noturno. Cerca de 10 milhões de embarques são realizados diariamente nos ônibus municipais.

 CNTTT 



A estrutura de um pneu radial de carga é composta por diversas partes, materiais, componentes, compostos e perfis. Veja abaixo os principais itens.

  • Banda de Rodagem – Por ser o único componente que entra em contato com o solo, a banda de rodagem é fabricada com compostos resistentes à abrasão e temperatura. O tipo de desenho é um dos determinantes para o tipo de serviço que o pneu foi construído. Os principais desenhos são Direcional, Tração e Misto, passando por serviço urbano, longa distância e serviços regionais, entre outros. Hoje em dia, os compostos mais nobres têm sílica, material que permite que o pneu rode mais livre reduzindo o consumo de combustível.
  • Costado, Flanco ou Lateral – É a parte com grande flexibilidade por ser uma área de grande trabalho. Seu composto tem de ter resistência sem sofrer rachaduras, além de  capacidade de sofrer abrasão por contato com meio-fio. É nessa área que estão gravadas todas as inscrições do pneu como medida, tipo de construção, símbolo de velocidade, símbolo de carga e certificações entre várias outras. O número de série do pneu que vai estampado em seu costado determina a semana e o ano de sua fabricação.
  • Cintas – O pacote de cintas tem basicamente duas funções: fazer a amarração da carcaça e protegê-la. É esse pacote que mantém a integridade da carcaça nas diversas ocasiões. Para serviços mais severos existe normalmente uma cinta adicional, a qual pode ser retirada para a reforma do pneu, caso esteja com muitos sinais de perfuração.
  • Carcaça – A carcaça pode ser considerada o esqueleto do pneu. Sua construção define o tipo radial ou diagonal, capacidade de carga, velocidade etc.Pode ser de aço, nylon ou outros materiais.
  • Área do Talão – Essa área deve ter como principal característica a rigidez, pois ancora o pneu na roda. Portanto, não pode ser elástica nem flexível. Outra característica é a existência de um “cabo de aço” circular de um fio só. Sua resistência é definida pelo número de voltas e seu diâmetro.
  • Liner – Esse componente é uma camada de composto sintético que reveste o pneu internamente. Sua função é estancar o ar no interior do pneu. Existem muitos outros detalhes que envolvem a estrutura da carcaça do pneu, porém neste espaço procuramos tratar dos principais.

Esse Boletim é de responsabilidade do Consultor na área Automotiva Pesada, Guilherme Junqueira Franco,

O Carreteiro



Executar serviços de transporte interestadual ou internacional de passageiros, sem a devida delegação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), configura crime. Esse é o entendimento da Justiça Federal em Luziânia (GO), em resposta à ação conjunta deflagrada pela ANTT, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF) na última semana em face do transporte pirata de passageiros entre o Distrito Federal e entorno.

Além de expor em risco a sociedade, o transporte clandestino afeta a segurança viária, bem como prejuízos financeiros ao estado e aos prestadores regulares do sistema de transporte público. Há casos de ameaças desses prestadores a fiscais da ANTT, bem como a motoristas e cobradores das empresas regulares.

Entenda o caso – Um prestador habitual do transporte clandestino de passageiros na região de Luziânia (GO) – Richard Paulley de Oliveira – foi preso em flagrante, na semana passada, e conduzido com seu veículo à Polícia Federal, onde foi lavrada sua prisão pela prática do crime de usurpação de função pública (art. 328, §1º do código penal), expor a vida ou saúde de outrem a risco (art. 132 do Código Penal) e dirigir veículo automotor em via pública sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), gerando perigo (art. 309 do Código de Trânsito Brasileiro). O Ministério Público Federal (MPF) opinou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, o que foi acolhido pelo Poder Judiciário. Na audiência de custódia, realizada na tarde dessa segunda-feira (19/9), o juiz federal manteve a prisão preventiva, em face da necessidade de manutenção da ordem pública.

O infrator foi preso em Valparaíso (GO), por executar transporte interestadual clandestino de 11 pessoas no momento em que foi flagrado. Segundo a decisão do magistrado, disponível no sítio da Justiça Federal da Primeira Região, o infrator estava dirigindo o veículo sem CNH válida e com veículo em condições precárias de segurança, com falta de cintos de segurança, sem freio de mão, sem marcha ré, etc. Além de expor a vida de passageiros a perigo direto e iminente, o requerido possui outras acusações, como ameaça, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Segundo a Justiça Federal em Luziânia (GO), trata-se de crime de usurpação de função pública, uma vez que o infrator não detém delegação do poder concedente para executar o serviço de transporte remunerado de passageiro, além dos demais crimes nos quais foi enquadrado. Somente para o crime de usurpação de função pública, o acusado está sujeito à pena privativa de liberdade de dois a cinco anos de reclusão e multa, além das medidas administrativas impostas pela ANTT e pela PRF.

Houve ainda lavratura de autos de infração pelos agentes da ANTT pela prática do referido transporte clandestino e condições precárias de segurança, bem como pela PRF em virtude das infrações de trânsito então cometidas quando trafegava pela BR-040/GO, totalizando mais de R$ 15 mil em multas.

A nova medida é resultado de um intenso trabalho de integração entre a ANTT e Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e Poder Judiciário, em razão do perigo que o transporte pirata oferece para os usuários, além dos demais prejuízos diretos e indiretos para a sociedade. Entre os vários impactos está a afetação direta à geração de empregos formais no sistema de transporte público, bem como a retirada de recursos que seriam destinados à melhoria da infraestrutura do sistema regular de transporte. Cabe ressaltar que esse transporte não possui qualquer compromisso para com a sociedade. Ao contrário, visa apenas lucro a qualquer custo.

Segurança para população - O transporte clandestino coloca em risco a vida dos passageiros devido ao estado precário dos veículos e à falta de compromisso dos infratores com questões regulamentadas, tais como inspeção veicular prévia, antecedência criminal dos motoristas, itens e equipamentos obrigatórios (pneus, extintor de incêndio, cinto de segurança) e, principalmente, a não observância aos direitos dos usuários. Além disso, há casos, como o ora descrito, em que o prestador do serviço clandestino possui diversos antecedentes criminais.

As ações de fiscalização da ANTT são constantes e têm sido intensificadas desde março de 2014, quando entraram em vigor as novas medidas instituídas pela Resolução nº 4.287/2014, que prevê a apreensão, por no mínimo 72 horas, do veículo flagrado na prática do transporte clandestino.

Para sua segurança, o passageiro deve observar a regularidade do veículo antes de embarcar. O usuário pode tirar dúvidas ou fazer uma denúncia à Ouvidoria da ANTT pelo telefone 166, pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. <mailto: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. >, na aba Fale Conosco do site da Agência, ou pessoalmente, nos pontos de atendimento da ANTT.

CNTTT

 

Quinta, 29 Setembro 2016 16:26

VALE PEDÁGIO: SAIBA COMO EXIGIR O DIREITO

O Vale Pedágio, instituído através da Lei nº 10.2009/2001, é uma das maiores conquistas dos carreteiros autônomos. A legislação trouxe a responsabilidade pelo embarcador (ou equiparado) pelo pagamento antecipado do pedágio e fornecimento ao motorista do respectivo comprovante. Essa lei de 2001 é regulamentada pela resolução nº 2885 de 2008.

Através dessa Lei, os contratantes do serviço de transporte, passaram a ser responsáveis pelo pagamento antecipado do pedágio e fornecimento do respectivo comprovante ao transportador rodoviário. Portanto, com a Lei do Vale-Pedágio obrigatório, os Transportadores Rodoviários de Carga deixam de arcar com a tarifa de pedágio, já que o pagamento do pedágio deverá ser feito de forma separada ao pagamento do Frete, pois acontecia de alguns contratantes acabarem por embutir o valor da tarifa de pedágio na contratação do frete, o que obriga o carreteiro a pagar o pedágio indevidamente.

Como denunciar caso haja algum tipo de descumprimento da Lei:

  • http://www.antt.gov.br
  • Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
  • 166 – Ouvidoria da ANTT

Como deve ser o pagamento do Vale Pedágio Obrigatório?

– Cartão Eletrônico: O transportador pode ter ou receber um cartão para o pagamento do pedágio. O contratante carrega um crédito no valor referente ao pedágio a ser pago da origem ao destino da carga, emite o comprovante do carregamento com as informações do responsável pelo carregamento do cartão e anexa ao documento da carga. O transportador passa pelas cabines de pedágio com o cartão magnético.

– Cupom: O transportador recebe os cupons do contratante e utiliza esses cupons para o pagamento do pedágio na cabine. Esses cupons têm informações referentes ao adquirente, que deverá ser o contratante do serviço de transporte.

– Pagamento Automático de Pedágio: O contratante deverá se cadastrar nas empresas habilitadas pela ANTT, e utilizar o código do dispositivo eletrônico (TAG, Via Fácil, etc…) do transportador para carregar o crédito referente ao valor do pedágio da origem ao destino da carga. Para essa transação deverá emitir-se o comprovante e anexar ao documento da carga.

Infração

  • Verificada a infração, o órgão fiscalizador lavra o respectivo auto de infração, com notificação ao infrator para pagamento da multa ou apresentação de defesa.
  • Ao embarcador ou equiparado será aplicada multa no valor de R$ 550,00 por veículo, para cada viagem na qual não fique comprovada a antecipação do Vale-Pedágio obrigatório.
  • A operadora de rodovia sob pedágio que não aceitar o Vale-Pedágio obrigatório será penalizada com multa no valor de R$ 550,00, a cada dia que deixar de aceitar os modelos de Vale-Pedágio obrigatório habilitados pela ANTT ou descumprir as demais determinações legais sobre a matéria.

Principais infrações

  • Não antecipar o Vale-Pedágio obrigatório ao transportador (responsabilidade do embarcador);
  • Não registrar as informações sobre a aquisição do Vale-Pedágio obrigatório no documento de embarque (responsabilidade do embarcador); e
  • Não aceitar o Vale-Pedágio obrigatório (responsabilidade de todas as operadoras de rodovias sob pedágio – aceitação obrigatória).

O Carreteiro 



Com o impedimento da Presidente da República e a assunção de um novo governo, um assunto tem dominado as pautas. Trata-se da famigerada reforma trabalhista, que tem em um de seus pontos a prevalência do negociado sobre o legislado. O assunto é polêmico e fixado em reformas legislativas, sem se prestar a devida atenção para como o Supremo Tribunal Federal (STF) vem decidindo a questão.

No início do ano de 2015, o STF julgou o RE 590.415, que ficou nacionalmente conhecido como o “Caso BESC”. O Banco do Estado de Santa Catarina, antes de ser privatizado, firmou um acordo coletivo com o sindicato dos empregados em que constava uma cláusula de quitação geral. Isto é, o empregado que aderisse ao plano recebia indenização e estaria impedido de obter qualquer diferença em processo judicial trabalhista.

A questão chegou ao Tribunal Superior do Trabalho e, por apertada maioria, os Ministros entenderam que a cláusula de quitação era nula, eis que genérica, e que os empregados poderiam, sim, discutir judicialmente os valores das parcelas pagas para apuração de eventuais diferenças.

Mediante a interposição de recurso ao Supremo Tribunal Federal, o Banco conseguiu reverter a decisão, ficando assentado no STF, em célebre voto do Ministro Luís Roberto Barroso, que a cláusula era válida, tendo sido afirmado, em apertada síntese, que (i) a Constituição Federal prestigiou a autonomia coletiva da vontade como mecanismo pelo qual o trabalhador participará da formulação das normas que regerão a sua própria vida, inclusive no trabalho, bem como, que (ii) os acordos e convenções coletivas são instrumentos legítimos de prevenção de conflitos trabalhistas, podendo ser utilizados, inclusive, para redução de direitos trabalhistas.

Destaca-se no julgado a clareza mediante a qual se firmou a tese de que o sindicato é legalmente um legítimo representante dos empregados e suas decisões devem ser respeitadas. Parecia que o STF queria dar amplitude à decisão para que uma nova direção fosse dada aos litígios envolvendo instrumentos coletivos.

Como se tratava do primeiro caso decidido na Suprema Corte, sobre essa temática, o julgamento não repercutiu nas instâncias trabalhistas como deveria. Continuou-se, mesmo depois do posicionamento do STF, a se decidir que “os sindicatos não têm legitimidade de fato”, “acordo coletivo não pode diminuir direito, apenas aumentar” e outros argumentos nessa linha para anular cláusulas de instrumentos coletivos.

Outrossim, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) firmou entendimento no qual a negociação coletiva não abrange direitos assegurados por preceito de lei. Desta forma, tendo em vista que as horas in itinere estão asseguradas no artigo 58 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o seu não pagamento não poderia ser transacionado.

Agora, o Supremo Tribunal Federal decidiu inovar novamente. O STF publicou decisão hoje (dia 13 de setembro de 2016) no Diário de Justiça Eletrônico, da lavra do Ministro Teori Zavascki, que proveu um recurso extraordinário (RE 895.759) e reformou decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que havia anulado uma cláusula de acordo coletivo que excluía o pagamento das horas in itinere. No caso, o sindicato e a empresa haviam negociado essa exclusão em troca de outros benefícios mais vantajosos financeiramente aos empregados.

O ministro, nessa nova decisão, fazendo remissão ao caso BESC, ressaltou que “Não se constata, por outro lado, que o acordo coletivo em questão tenha extrapolado os limites da razoabilidade, uma vez que, embora tenha limitado direito legalmente previsto, concedeu outras vantagens em seu lugar, por meio de manifestação de vontade válida da entidade sindical. ” Em outras e diretas palavras, assentou que deve se respeitar o negociado, mesmo que se limite direito legalmente previsto.

Enquanto a reforma trabalhista permanece estagnada no Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) assume legítimo protagonismo e corrobora a prevalência do negociado sobre o legislado. Essa é uma realidade que parece não se querer enxergar.

Tais decisões provocarão o amadurecimento dos entes sindicais, na medida em que os próprios trabalhadores representados pela categoria terão maior consciência na hora de eleger os seus representantes e decidir o seu futuro.

*Mauricio de Figueiredo Corrêa da Veiga – Sócio do Corrêa da Veiga Advogados; Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB); Conselheiro da OAB/DF.
Luciano Andrade Pinheiro – Sócio do Corrêa da Veiga Advogados; Professor universitário de Direito Autoral e Responsabilidade Civil.

Guia do Transportador



O Grupo Tracker, que atua com rastreamento e localização de veículos do Brasil, registrou um aumento de 12,95% no número de acionamentos de caminhões e cargas roubadas ou furtadas no segundo trimestre de 2016, comparado com os primeiros três meses do ano. Foram 139 ocorrências entre abril e junho, contra 121 entre janeiro e março.

Para o diretor Nacional de Operações do Grupo Tracker, Carlos Alberto Betancur Ruiz, uma das explicações para este aumento é a queda exponencial dos valores de fretes. “Muitos trabalhos deixaram de ser feitos por transportadoras e passaram a ser feitos por particulares, que, por sua vez, deixaram de pagar sistemas de rastreamento por GPS e estão utilizando apenas a radiofrequência”, disse.

Analisando toda a base da empresa, foram 1.324 ocorrências envolvendo automóveis, caminhões, motos e utilitários entre abril e junho deste ano, uma queda de 2,11% em relação ao primeiro trimestre de 2016. A modalidade “Automóveis” registrou queda de 6,51%, “Motos” caiu 29,47% e “Utilitários” teve alta de 9,52%.

O Grupo Tracker pertence ao Tracker VSR Group, que está presente em 13 países, entre eles Colômbia, Venezuela, América Central e Espanha. Atualmente é a maior empresa de rastreamento do país, oferecendo produtos para os mercados Segurador, Transporte e Logística, Construção Civil e Agrícola, além de veículos.

Guia do Transportador



O Ministério Público Federal de Mato Grosso (MPF-MT) realizou uma audiência pública nesta segunda-feira (26), na Assembleia Legislativa do Estado, para discutir um modelo que garanta a implantação dos pontos de parada para descanso dos profissionais do transporte rodoviário. O evento foi realizado no auditório Milton Figueiredo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e teve transmissão ao vivo pela TV Assembleia.

Neste primeiro momento, foi debatido entre representantes do governo federal, sindicatos patronais e de empregados, concessionária e representantes da sociedade civil como os pontos de parada devem ser estruturados e onde deverão ser instalados. Posteriormente, será avaliado como estes investimentos deverão ser custeados. “A União impôs a obrigatoriedade legal do descanso em pontos de parada, então cabe ao governo estabelecer um meio de viabilizar a implantação deste locais, seja por meio de financiamento, parcerias ou reequilíbrios econômico-financeiros às concessionária em operação”, explicou o procurador da República Guilherme Rocha Gopfert.

Ficou deliberado, ao final da audiência, que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infrestrutura de Transportes (Dnit) e a Concessionária Rota do Oeste (CRO) vão adaptar um estudo já realizado. A intenção é identificar os locais onde os pontos, desde que não sejam postos de combustíveis, poderiam ser instalados ao longo do trecho sob concessão da BR-163 e BR-364, em Mato Grosso.

O Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Terrestre ficará responsável identificar quais as demandas dos motoristas profissionais, quais serviços precisam e quanto estariam dispostos a pagar. A existência de locais de parada e descanso, os chamados Pontos de Parada e Descanso (PPD), ficou determinada pela lei 12.609 /2012 e posteriormente foi regulamentada pela lei 13.103/2015, a chamada Lei dos Caminhoneiros. O conjunto de regras aprovadas pelas duas leis estabelece as condições de trabalho dos motoristas, regulamenta a jornada de trabalho e determinou a existência desses PPD.

A procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Rondonópolis, Cláudia Fernandes, explica que a definição e adequação dos pontos de paradas são essenciais para o cumprimento da lei. “Uma das principais justificativas para o descumprimento da Lei dos Caminhoneiros e abuso da jornada de trabalho”.

A principal prerrogativa da Lei dos Caminhoneiros é justamente garantir melhores condições de trabalho dos motoristas profissionais e assim reduzir os índices de acidentes nas rodovias. O superintendente da Polícia Rodoviário Federal (PRF) de Mato Grosso, Arthur Nogueira, explica que o cansaço é um fator de riscos, sobretudo entre os motoristas profissionais. “Cerca de 90% dos acidentes com morte em nossas rodovias envolve veículo de carga, isso por que é a maioria nas estradas”.

Projeto Piloto

O procurador da República Guilherme Rocha Gopfert explicou que a intenção do MPF é criar um projeto que seja modelo para implantação dos pontos de parada em todas as rodovias do Estado e do país. “ A partir do modelo estabelecido aqui na BR-163, avaliando os erros e acertos, chegaremos a um projeto piloto que poderá ser implementado no Brasil. O que não podemos é deixar os motoristas sem locais adequados, seguros e confortáveis para exercer suas funções”.

Neste primeiro momento, o projeto será aplicado na BR-163/BR-364 em Mato Grosso, depois deverá ser exportado para as demais rodovias federais e estaduais.

Parceria

A ALMT cedeu o auditório Milton Figueiredo para a realização da audiência pública e transmitiu pela TV Assembleia, atendendo a uma solicitação do MPF. O procurador Guilherme Gopfert explicou que o MPF solicitou a parceria com a ALMT por entender ser um local democrático. “Estamos na ‘casa do povo’ e nada mais lógico que tragamos esta discussão para cá”.

O procurador esclareceu que neste primeiro momento não houve a participação dos deputados estaduais por se tratar de uma discussão que abrange as rodovias federais, mas depois os resultados poderão ser replicados às estradas estaduais.

Fonte: Cenário MT



A média de três furtos ou roubos de cargas por dia em Minas, registrada de janeiro a julho deste ano, não aponta apenas a onda de violência que atinge os motoristas de caminhões. Mostra que o prejuízo com as mercadorias levadas pelas quadrilhas especializadas vem aumentado. Com isso, ação criminosa também reflete nas lojas e prateleiras dos supermercados.

“O roubo de cargas vem crescendo nos últimos seis anos. As empresas estão tendo que investir até 12% do faturamento em segurança no transporte. Ou seja, quem fatura R$ 1 milhão gasta R$ 120 mil para tentar impedir o crime. Obviamente que esses 12% serão acrescentados no preço final do produto”, explica o coronel reformado do Exército Paulo Roberto de Souza. Ele é assessor de segurança da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

Em Minas, segundo a Polícia Civil, a quantidade de furtos e roubos de cargas aumentou 31% em 2015, na comparação com o ano anterior. Em se tratando apenas de roubos, o crescimento foi de 43,5%, enquanto no Brasil houve avanço de 10% no mesmo período.

“Criminosos usam troncos para obstruir as estradas, fazem falsas blitze e agem em pontos de entregas de mercadorias” (Coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NTC&Logística”

O prejuízo gerado em 2015 foi de R$ 1,12 bilhão em todo o país, sendo R$ 212 milhões no território mineiro, de acordo com a Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Minas Gerais (Fetcemg).

Receptação

O coronel afirma que 80% dos roubos ocorrem no trânsito urbano. As vítimas são motoristas de veículos de carga menores, que atendem pequenos comerciantes. Em 20% dos casos há ação do crime organizado e os alvos são carretas que transportam mercadorias de grandes empresas pelas rodovias.

“O que move esse crime é a existência de receptadores. Temos uma legislação defasada, que prevê pena branda (até quatro anos de prisão) para a receptação de produtos roubados. O crescimento dos delitos não é acompanhado pelo nível de resposta. A polícia sofre com a redução do efetivo”, ressalta o especialista.

Em 20% das ocorrências, os bandidos levam a carga e o caminhão. “Em se tratando dos roubos aos pequenos veículos de carga, as mais visadas são as de produtos alimentícios, bebidas e cigarros. É o que chamamos de crimes de oportunidades, em que o autor fica com parte do produto roubado.

Quando se trata de crime organizado, ou seja, em que o criminoso não tem como levar o produto para casa, os alvos são as cargas mais valiosas, de eletroeletrôni-cos, medicamentos, têxteis, gasolina e autopeças”, diz o coronel.

O Sudeste concentra 85,7% das ocorrências. Apesar do número significativo em Minas, ele afirma que a situação é mais preocupante em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Cortada pelas BRs-040, 381 e 262, Região Metropolitana de BH concentra maioria dos casos

A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra a maior parte dos roubos e furtos de cargas registrados em Minas. “Nesta parte estão a maioria dos centros de distribuição de mercadorias. Além disso, ela é cortada pelas principais rodovias do Estado, as BRs-040, 381 e 262”, ressalta o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira.

Ele é o chefe da 6ª Delegacia Especializada em Repressão ao Furto, Roubo, Antissequestro e Organizações Criminosas/Carga, vinculada ao Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (Deoesp). Segundo o delegado, as mercadorias mais visadas são cigarros, medicamentos e eletrônicos. “Duas regiões são mais problemáticas quanto à atuação de quadrilhas de outros Estados. No Triângulo, de criminosos de Goiás e São Paulo. E os do Nordeste costumam agir no Norte de Minas”, disse.

O coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NTC&Logística, afirma que em 63% dos roubos de carga os motoristas dos caminhões são abordados com o veículo em movimento. “Um carro de passeio passa pela faixa da esquerda e quem está no banco do carona aponta a arma para o motorista em locais ermos, de tráfego menos intenso e com pouco policiamento. Com o motorista rendido, um dos bandidos assume a direção do veículo de carga”, explica o especialista.

Estratégia

Diante do crescimento das ocorrências em 2015, na comparação com o ano anterior, a Polícia Civil mineira criou novas estratégias pra combater as quadrilhas especializadas. “Fizemos um mapeamento das principais áreas de atuação, dos locais de abordagens das vítimas, dos dias da semana e horários com maior incidência do crime”, afirma o chefe da 6ª Delegacia.

Balanço

De janeiro a julho foram recuperadas em Minas 24 cargas roubadas, avaliadas em R$ 16 milhões. Foram recuperados 42 veículos, 62 criminosos foram presos e nove armas de fogo apreendidas.

Guia do Transportador


Segunda, 26 Setembro 2016 15:18

7 DICAS PARA EVITAR ACIDENTES NA ESTRADA

A Sialog Software Solutions listou dicas fundamentais para os motoristas evitarem acidentes durante a viagem. Muitas das dicas podem parecer “óbvias”, mas acidentes podem ser causados por simples descuidos ou por segundos de desatenção, então, toda ação de reforço é válida.

1. EVITE DISTRAÇÕES

Sabemos que o que é distração para uma pessoa, não é para outra. O importante é que o motorista tenha autoconhecimento e saber o que pode desviar seu foco de atenção. Exemplos (alguns são passíveis de multas): utilizar/falar ao celular, trocar estações ou passar músicas no rádio, se alimentar ou beber enquanto dirige, fumar, procurar objetos dentro do carro ou que caiu debaixo do banco, desviar o olhar da estrada para outros pontos, etc.

2. Fique atento à chuva e pistas molhadas

O risco de aquaplanagem, derrapagem e colisões traseiras é enorme quando o motorista está em alta velocidade em dias de chuva ou em pista molhada. A dica é ter atenção e manter a velocidade moderada, com motor trabalhando em rotação mais baixa. Ah, não se esqueça de manter uma distância segura do veículo à frente (tanto em dias chuvosos, como ensolarados).

3. Faça a manutenção do veículo

Falhas em veículos também podem ocasionar acidentes, por isso deve-se ficar atento na manutenção da frota. Faça revisões nos pneus (se está careca ou apresentando algum problema), confira se tudo está funcionando corretamente na parte elétrica e mecânica. Se precisar, utilize um software para auxiliar com essas tarefas.

4. Não dirija com sono e cansaço

Essa dica é direcionada tanto aos motoristas quanto aos que contratam esses profissionais. Muitos deles, na ânsia de atenderem prazos de entregas, acabam fazendo jornadas de trabalho exaustivas, sem paradas, o que com certeza vai refletir no desempenho e atenção diante do volante. Os dois lados precisam entender que o tempo de descanso deve ser contado no prazo de entrega e não é optativo.

5. Respeite as sinalizações e leis de trânsito

Respeite os limites de velocidade, é muito mais fácil evitar acidentes graves quando se está dirigindo conscientemente; é o tempo necessário para reagir diante uma intempérie. Fique também atento às placas (neblina, animais na estrada, risco de desmoronamento, etc).

6. Fique atento com ultrapassagens

Utilizando dados do Departamento Nacional de Infraestrutura Rodoviária (DNIT), o site Quatro Rodas afirma que as colisões frontais nas rodovias brasileiras respondem por menos de 4% dos acidentes, mas provocam quase 20% das mortes.

Entre os cuidados para evitar esses acidentes estão: ultrapassar apenas em lugares permitidos, deixar o veículo se afastar um pouco antes de reduzir a marcha e aumentar a potência do carro (será mais fácil ver se o caminho está livre) e utilizar faróis baixos durante o dia (o que já é obrigatório).

7. Atenção aos faróis

A falta de visibilidade também pode causar graves acidentes. Por exemplo, ao usar o farol alto, você pode atrapalhar quem vem no sentido oposto e cegá-lo temporariamente, tempo suficiente para acontecer um acidente. No entanto, se for você que está vindo em sentido oposto, uma solução para evitar esse problema é olhar para baixo e à direita, em direção à faixa branca que delimita a rodovia ou ao meio-fio da rua. Isso ameniza o impacto e você continuará dirigindo atentamente.

Outra dica é ficar atento com faróis queimados, porque a falta de iluminação também pode ser um problema em caso de ultrapassagem à noite. De dia, como já foi citado, é obrigatório utilizar os faróis baixos (também para evitar acidentes e aumentar visibilidade).

O Carreteiro



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