background
Iromat

Iromat


Os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo (Sindcargas), filiado à Nova Central, obtiveram uma vitória 8ª Vara da Justiça Federal, que suspende a realização do “Exame Toxicológico” para os associados da entidade. A “Tutela Antecipada” foi concedida pelo juiz federal, Hong Kou Hen.
Em sua decisão determinar à União Federal, aos órgãos de trânsito, e de fiscalização das relações de trabalho, que se abstenham de exigir do autor e de seus sindicalizados, o cumprimento da Lei 13.103/2015 especificamente quanto à exigência de realização do exame toxicológico para habilitação e renovação da CNH, categorias C, D. E, e a exigência de realização do mesmo exame para admissão e contratação de motorista profissional.

De acordo com o Dr. Arnaldo Donizete Dantas, o pedido para abrir as ações na justiça foi feito pela Nova Central – SP, Confederação dos Trabalhadores em Transportes Terrestre (CNTTT), Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Paulo (FTTRESP), Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Setor Diferenciado de São Paulo (STERIIISP), Sindicargas e outras entidades, e que, a presente decisão “beneficiará somente os sindicalizados” do autor residentes na circunscrição territorial da 1ª Subseção Judiciária.

Dantas parabenizou o entendimento do juiz por fortalecer a luta contra a norma federal que passou a valer em março, sendo que no Estado de São Paulo a regra, por conta de liminar conseguida pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SP),  não estava em vigor, porém, ela foi derrubada no dia 15 de julho, desde então, o exame voltou a ser exigido aos motoristas profissionais com habilitação C, D e E.

“Temos conhecimento que o Detran é contrário a obrigatoriedade do exame. Só no Estado aproximadamente 5,2 milhões de carteiras de habilitação nestas categorias serão afetadas. O órgão estadual argumenta que não há consenso médico sobre a eficácia do teste e também alega que o exame não impediria o uso de entorpecentes por parte do motorista após a renovação e, lembra ainda que, em nenhum outro País do mundo, esse procedimento é adotado, além de aumentar o custo da CNH”, relata Dantas.

 CNTTT



 

Quinta, 22 Setembro 2016 12:03

IAA HANNOVER MOSTRA O FUTURO DOS CAMINHÕES

Digitalização, conectividade e eletrificação são as megatendências

PEDRO KUTNEY, AB | De Hannover (Alemanha)

Urban eTruck: protótipo de caminhão elétrico pesado da Mercedes-Benz para entregas urbanas eleva o alcance da eletrificação em veículos comerciais

Os caminhões do futuro serão ainda mais digitais, verdadeiros bancos de dados sobre rodas, conectados e eletrificados, seguindo a rota obrigatória da redução de emissões, especialmente nos centros urbanos, além de garantir maior eficiência operacional e segurança, com implementação crescente de sistemas avançados de auxílio ao motorista até a direção autônoma, já antevista na próxima década, quando se estima que atrás do volante esteja um “supervisor de transporte”, que só precisará dirigir em certas condições. Essas são as megatendências demonstradas no 66º IAA Commercial Vehicles, maior e mais importante salão de veículos comerciais e componentes, que acontece a cada dois anos em Hannover, Alemanha, desta vez de 22 a 29 de setembro.

“Esta edição do IAA em Hannover é caracterizada por temas orientados para o futuro dos caminhões e veículos comerciais em geral, como digitalização, conectividade e direção automatizada, tudo isso junto com propulsão alternativa”, resume Matthias Wissmann, presidente da associação da indústria automotiva alemã, a VDA, que reúne fabricantes de veículos e autopeças do país e organiza o IAA – este ano com 2.013 expositores de 52 países, que ocupam 270 mil metros quadrados dos 27 pavilhões da Hannover Messe e prometem fazer 332 lançamentos mundiais durante o evento, entre caminhões, ônibus, vans, componentes e implementos.

“A transformação digital pela qual passam os veículos comerciais e a introdução de sistemas de propulsão alternativa oferecem uma grande oportunidade de fazer com que o crescente transporte rodoviário de carga em todo o mundo seja mais eficiente e amigável ao clima do planeta”, destaca Wissmann. “O processo de digitalização dos veículos está sendo levado adiante pelos fabricantes, mas nada é feito sem os fornecedores de componentes e sistemas, que também demonstram forte compromisso com as megatendências dessa indústria. Quando os futuros caminhões pesados conectados digitalmente estiverem dirigindo automaticamente em comboios nas estradas, vão reduzir o consumo e simultaneamente melhorar a segurança”, avalia o dirigente.

A perspectiva da VDA é de que até o fim desta década os veículos comerciais vão ganhar sistemas para condução semiautônoma. A automação total deve chegar em etapas entre 2020 e 2030. Primeiro, a inteligência artificial assumiria o controle em situações de menor complexidade de tráfego, evoluindo para a direção autônoma em qualquer situação.

Veículos comerciais autônomos estão pressentes em número cada vez maior no IAA. Em 2014, a Mercedes-Benz apresentou o seu primeiro conceito de caminhão autônomo. Este ano foi a vez de mostrar do primeiro ônibus capaz de rodar sem interferência do motorista, que já roda em testes em corredor BRT de Amsterdã, na Holanda (leia aqui), e também a primeira van autônoma – esta com outras inovações futuristas, como compartimento de carga automatizado, com pequenos robôs e drones pousados no teto do veículo para fazer entregas urbanas em um raio mais curto de ação. Scania, Iveco e Volvo também apresentaram seus conceitos autônomos.

CONECTIVIDADE TOTAL

Depois de ouvir e ver as novidades dos principais fabricantes de veículos comerciais nos corredores do IAA em Hannover, a certeza é que todos os caminhões, vans e ônibus no mundo desenvolvido (especialmente Europa e América do Norte) serão conectados, com comunicação on-line entre eles, com as empresas frotistas, com os fabricantes, com a infraestrutura de tráfego, com os satélites e também com as concessionárias e suas oficinas. Não houve uma montadora sequer que, ao presentar seus produtos, não mostrasse também alguma novidade em suas plataformas de telemetria, sempre com o objetivo comum de reduzir consumo, aumentar a segurança e a eficiência da operação, agilizar programas de manutenção e reparos eventuais.

A Volkswagen Truck & Bus, divisão criada há um ano pelo Grupo VW para abrigar todas as suas fabricantes de veículos comerciais (MAN, VW Caminhões e Ônibus, Scania e VW Veículos Comerciais), anunciou durante o IAA a introdução de mais uma marca ao seu portfólio: Rio, nome de sua nova plataforma aberta de conectividade, cujo nome foi inspirado na palavra portuguesa para simbolizar fluxo, como a correnteza de um rio. A Rio roda em sistema operacional Android ou IOS e será integrada a todos os caminhões MAN na Europa a partir de 2017, depois nos Scania e depois segue para as outras marcas, inclusive com chances de chegar ao Brasil em mais alguns anos. Mas é aberta porque poderá ser usada por qualquer veículo, de qualquer fabricante, com funcionalidades como monitoramento de rota e consumo, comunicação com a oficina, gerenciamento de fretes.

A conectividade é elemento fundamental para o desenvolvimento da direção autônoma, especialmente para conectar caminhões e formar comboios em que o primeiro veículo da fila “puxa” os demais, como se fosse um trem rodoviário com “vagões” conectados virtualmente. As vantagens desse tipo de arranjo tecnológico são o aumento da segurança e redução de consumo de, em média, 7% para o pelotão todo – algo como 5% para quem lidera o grupo e 10% para os que vêm atrás, porque enfrentam menos resistência aerodinâmica.

A Mercedes-Benz usou o seu FleetBoard para construir um enorme e valioso banco de dados, aproveintando-se do fato de que 180 mil veículos de 6 mil clientes em 40 países usam o sistema. “Já temos dados suficientes para oferecer muitos serviços inteligentes aos nossos clientes”, destaca Stefan Buchner, chefe mundial da divisão de caminhões Mercedes-Benz. Ele conta que a empresa iniciou há três anos um projeto piloto com 16 frotistas que rodam com 1,4 mil caminhões, para testar novas soluções como apoio do fabricante em tempo real, antecipação de problemas com agendamento on-line de serviços nas oficinas autorizadas, reduzindo assim o tempo para eventuais reparos. “A questão não é só ter os dados, o acesso ao big data, mas saber interpretá-los para oferecer os serviços que os clientes precisam”, afirma Buchner.

O monitoramento à distância, por telemetria, pode trazer ganhos significativos em economia de combustível. “Clientes já relataram reduções de 20% no consumo. Isso acontece porque o fator humano é fundamental para reduzir o gasto de combustível. Ao monitorar o veículo, é possível treinar o motorista para consumir menos”, explica Buchner.

“A conectividade está mudando a face dessa indústria”, decreta Henrik Henriksson, presidente da Scania. Segundo ele, a marca já tem mais de 200 mil caminhões conectados em todo o mundo. “Os dados em tempo real são muito valiosos para melhorar a eficiência de nossos clientes e reduzir a ociosidade de carga dos veículos, que chega a 40% na Europa. Com plataformas como a Rio será possível planejar melhor a operação e aumentar a rentabilidade”, diz. A oferta de serviços de manutenção também será bastante agilizada. “Estamos entrando na era do ‘não ligue, nós ligamos para você’, porque vamos saber exatamente quando seu caminhão precisa de manutenção e reparos. A conectividade vai nos contar isso”, resume Christian Levin, diretor de marketing e vendas da Scania.

MAIS ELETRIFICAÇÃO

A conectividade também será fundamental para fazer dar certo a onda de eletrificação do powertrain de ônibus e caminhões. As mudanças rumo aos veículos comerciais alimentados por baterias devem ocorrer com mais força na logística urbana, onde sistemas de propulsão elétricos e híbridos são necessários para atender metas de emissão de CO2 e redução de ruídos cada vez mais restritivas, especialmente nas cidades da Europa e América do Norte. “Propulsão elétrica e híbrida, bem como de gás natural são palavras-chave no transporte urbano, onde esse tipo de veículo está se tornando mais e mais importante. Isso já é realidade para vans e ônibus, e logo será também para caminhões pesados que operam na distribuição local de produtos”, prevê Wissmann.

MAN e Mercedes-Benz vão exatamente nessa direção. Ambas mostraram seus primeiros modelos pesados 100% movidos por motores elétricos embutidos diretamente nos eixos, fornecidos pela ZF. A MAN mostra no IAA um cavalo mecânico elétrico semipesado, indicado para entregas urbanas noturnas de maior porte, pois praticamente não faz barulho ao se movimentar.

Por seu turno, a Mercedes-Benz mostrou ao público o seu Urban eTruck, de 26 toneladas de peso bruto total e capacidade de carga de 12,8 toneladas, que carrega 2,5 toneladas de baterias, mas como eliminou o motor a combustão e transmissão (os dois motores elétricos são acopladosnos eixos), ficou 1,7 tonelada mais pesado do que o modelo convencional do mesmo porte. Com autonomia para rodar 200 km, o Urban eTruck é equipado com sistema de gerenciamento on-line de rota, FleetBoard para veículo elétrico, que informa ao motorista as diferenças entre a rota planejada e a real, com dados de tráfego, para garantir que ele nunca fique descarregado, inclusive informando sobre pontos para possível recarga das baterias – uma carga de 100% leva duas horas para ser completada.

O Urban eTruck ainda não tem data exata para chegar ao mercado, mas a Mercedes-Benz espera lançar o veículo comercialmente até a virada desta década. “Hoje o preço do caminhão elétrico é maior do que o convencional, mas o custo das baterias está caindo e a energia elétrica é cerca de 40% mais barata do que o do diesel, por isso o custo maior de aquisição pode ser amortizado em três anos. São fatores que estão viabilizando o uso da tecnologia”, explica Wolfgang Bernhard, CEO da Daimler Trucks. Mas há questões a resolver: se um frotista colocar 10 Urban eTruck para carregar ao mesmo tempo, pode derrubar a energia de um quarteirão inteiro. “Por isso também criamos o programa Truck2Grid, para programar as recargas e evitar sobrecargas no sistema elétrico”, diz Berhard.

“A Daimler Trucks abriu totalmente a porta para os veículos comerciais elétricos urbanos, que seguramente vão deixar as cidades mais limpas”, diz o executivo. Até 2018, o grupo deve lançar seus primeiros modelos totalmente elétricos, um ônibus, uma van Sprinter e um caminhão leve da marca japonesa Fuso, também pertencente à Daimler. O Fuso eCanter deve começar a ser vendido na Europa, Japão e América do Norte a partir do fim de 2017, com autonomia de até 100 km, mas o conjunto de baterias poderá ser configurado de acordo com a necessidade do cliente – é possível colocar menos baterias para quem opera rotas forem mais curtas. A promessa é de custo operacional de apenas 40% do estimado para um modelo diesel de mesmo porte.

“Este IAA mostra que vamos conviver com uma ampla gama de sistemas de propulsão no futuro. Os motores diesel vão continuar a ter papel fundamental nas operações de longa distância, nos caminhões pesados, mas neste caso os últimos avanços da tecnologia de pós-tratamento de gases poluentes já fazem esses veículos mais econômicos, eficientes e limpos. Os modelos Euro 6 têm taxas de emissões de poluentes muito baixas e, portanto, essa questão está resolvida no momento”, diz Wissmann, da VDA.

Guia do Transportador 



Está em análise na Câmara dos Deputados proposta que altera Código Brasileiro de Trânsito (Lei 9.503/97) para obrigar os motoristas de ônibus a passar por curso de segurança e proteção ao trânsito de ciclistas.

A medida está prevista no Projeto de Lei (4658/16), do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB).

Hoje a legislação de trânsito já estabelece uma série de normas para o tráfego de bicicletas, como a passagem prioritária, além de considerar a ameaça à integridade do ciclista como infração gravíssima, sujeita à retenção do carro e da carteira de motorista.

Ainda assim, a lei ainda não inclui, entre as exigências para habilitação de condutores de transporte coletivo, treinamento específico sobre a segurança de ciclistas.

Segundo o autor, essa lacuna na legislação impossibilita colocar em prática um dos pilares da segurança no trânsito: veículos de maior porte são responsáveis pela segurança dos menores.

“Com a desproporção de tamanho entre esses dois veículos, a vida e a integridade física dos ciclistas ficam severamente ameaçadas nos acidentes”, disse, ao observar que ciclistas e motoristas de ônibus costumam transitar no mesmo espaço, à direita da pista.

Tramitação
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agência Câmara Notícias



A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou há pouco proposta que obriga a divulgação, na parte traseira dos ônibus, o   telefone para que a população denuncie irregularidades cometidas pelo condutor ou pela empresa de transporte coletivo.

A medida consta do Projeto de Lei 3297/12, do deputado Roberto de Lucena (PV-SP), que está aprovado pela Câmara por tramitar em caráter conclusivo. O projeto segue agora para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisado também pelo Plenário.

Pela proposta, a forma de dar publicidade ao número deverá ser especificada pela autoridade competente. A proposição inclui uma obrigação que, embora já aplicada por algumas empresas de transporte coletivo, não existe em lei. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) prevê apenas que os ônibus tenham requisitos de segurança, higiene e conforto para o passageiro.

O relator, deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG), apresentou emendas apenas para corrigir a proposta e adequá-la ao Código de Trânsito. Ele ressaltou que muitos órgãos responsáveis pela concessão do serviço público de transporte coletivo já adotam, em seus regulamentos, alguma forma de identificação. "Mas considero importante a padronização legal e a inclusão opcional de outras formas de denúncia", disse.

Agência Câmara Notícias

A média de três furtos ou roubos de cargas por dia em Minas, registrada de janeiro a julho deste ano, não aponta apenas a onda de violência que atinge os motoristas de caminhões. Mostra que o prejuízo com as mercadorias levadas pelas quadrilhas especializadas vem aumentado. Com isso, ação criminosa também reflete nas lojas e prateleiras dos supermercados.

“O roubo de cargas vem crescendo nos últimos seis anos. As empresas estão tendo que investir até 12% do faturamento em segurança no transporte. Ou seja, quem fatura R$ 1 milhão gasta R$ 120 mil para tentar impedir o crime. Obviamente que esses 12% serão acrescentados no preço final do produto”, explica o coronel reformado do Exército Paulo Roberto de Souza. Ele é assessor de segurança da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

Em Minas, segundo a Polícia Civil, a quantidade de furtos e roubos de cargas aumentou 31% em 2015, na comparação com o ano anterior. Em se tratando apenas de roubos, o crescimento foi de 43,5%, enquanto no Brasil houve avanço de 10% no mesmo período.

“Criminosos usam troncos para obstruir as estradas, fazem falsas blitze e agem em pontos de entregas de mercadorias” (Coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NTC&Logística”

O prejuízo gerado em 2015 foi de R$ 1,12 bilhão em todo o país, sendo R$ 212 milhões no território mineiro, de acordo com a Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Minas Gerais (Fetcemg).

Receptação

O coronel afirma que 80% dos roubos ocorrem no trânsito urbano. As vítimas são motoristas de veículos de carga menores, que atendem pequenos comerciantes. Em 20% dos casos há ação do crime organizado e os alvos são carretas que transportam mercadorias de grandes empresas pelas rodovias.

“O que move esse crime é a existência de receptadores. Temos uma legislação defasada, que prevê pena branda (até quatro anos de prisão) para a receptação de produtos roubados. O crescimento dos delitos não é acompanhado pelo nível de resposta. A polícia sofre com a redução do efetivo”, ressalta o especialista.

Em 20% das ocorrências, os bandidos levam a carga e o caminhão. “Em se tratando dos roubos aos pequenos veículos de carga, as mais visadas são as de produtos alimentícios, bebidas e cigarros. É o que chamamos de crimes de oportunidades, em que o autor fica com parte do produto roubado.

Quando se trata de crime organizado, ou seja, em que o criminoso não tem como levar o produto para casa, os alvos são as cargas mais valiosas, de eletroeletrôni-cos, medicamentos, têxteis, gasolina e autopeças”, diz o coronel.

O Sudeste concentra 85,7% das ocorrências. Apesar do número significativo em Minas, ele afirma que a situação é mais preocupante em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Cortada pelas BRs-040, 381 e 262, Região Metropolitana de BH concentra maioria dos casos

A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra a maior parte dos roubos e furtos de cargas registrados em Minas. “Nesta parte estão a maioria dos centros de distribuição de mercadorias. Além disso, ela é cortada pelas principais rodovias do Estado, as BRs-040, 381 e 262”, ressalta o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira.

Ele é o chefe da 6ª Delegacia Especializada em Repressão ao Furto, Roubo, Antissequestro e Organizações Criminosas/Carga, vinculada ao Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (Deoesp). Segundo o delegado, as mercadorias mais visadas são cigarros, medicamentos e eletrônicos. “Duas regiões são mais problemáticas quanto à atuação de quadrilhas de outros Estados. No Triângulo, de criminosos de Goiás e São Paulo. E os do Nordeste costumam agir no Norte de Minas”, disse.

O coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NTC&Logística, afirma que em 63% dos roubos de carga os motoristas dos caminhões são abordados com o veículo em movimento. “Um carro de passeio passa pela faixa da esquerda e quem está no banco do carona aponta a arma para o motorista em locais ermos, de tráfego menos intenso e com pouco policiamento. Com o motorista rendido, um dos bandidos assume a direção do veículo de carga”, explica o especialista.

Estratégia

Diante do crescimento das ocorrências em 2015, na comparação com o ano anterior, a Polícia Civil mineira criou novas estratégias pra combater as quadrilhas especializadas. “Fizemos um mapeamento das principais áreas de atuação, dos locais de abordagens das vítimas, dos dias da semana e horários com maior incidência do crime”, afirma o chefe da 6ª Delegacia.

Balanço

De janeiro a julho foram recuperadas em Minas 24 cargas roubadas, avaliadas em R$ 16 milhões. Foram recuperados 42 veículos, 62 criminosos foram presos e nove armas de fogo apreendidas.

Guia do Transportador



Quem tem acompanhado o site o carreteiro.com, sabe que a poluição gerada pelos veículos a diesel faz mal para a saúde e para o meio ambiente. Ficou sabendo também sobre um Programa federal chamado PROCONVE que regulamenta, desde 1986, o controle das emissões de poluentes desses veículos. E que em função dessa regulamentação, as montadoras e fabricantes de motores a diesel tiveram que desenvolver soluções tecnológicas para reduzir cada vez mais os poluentes gerados no motor pela queima do combustível.

Infelizmente, o caminhão com poluição zero e manutenção zero ainda não chegou ao mercado e, portanto, o setor de transportes tem que conviver com as tecnologias existentes, mesmo com aquelas que exigem um esforço adicional do transportador, como é o caso da tecnologia SCR, adotada nos veículos produzidos a partir de 2012 para o controle da poluição, que necessariamente requer o uso do ARLA 32, pois do contrário não funciona. Mas, como o Brasil é um país onde a prática do não cumprimento da legislação se dissemina facilmente, a fraude no uso do ARLA 32 passou a ser comum. Os meios usados na fraude são variados e incluem o uso de emuladores conhecidos como “chips paraguaios”, a desconexão do fusível do sistema de controle de emissões e a substituição do ARLA 32 por produto caseiro, fora de especificação, ou por produto adulterado ou, ainda, por água, só para tentar enganar quem se dispuser a fiscalizar o veículo. Em qualquer dos casos a emissão dos óxidos de nitrogênio (NOx), um dos principais poluentes emitidos pelo motor diesel, aumenta brutalmente, fazendo com que o veículo deixe de atender a legislação ambiental. Trata-se, portanto, de crime contra o meio ambiente e contra a saúde da população. Esta pratica é passível de multa, de apreensão do veículo e até de prisão! Atenção caminhoneiro, a Polícia Rodoviária Federal vem se capacitando com treinamento e equipamentos, e apertando a fiscalização em várias regiões do país, especialmente onde há indicação de maior número de transgressões. Várias prisões já ocorreram, além dos prejuízos que a multa e a apreensão do caminhão trazem. Efetivamente, fraudar a legislação ambiental não é uma boa ideia. O aparente lucro fácil que a pequena economia no uso do ARLA 32 traz, pode se transformar facilmente num pesadelo para o transportador. O caminho da responsabilidade ambiental e social, com pleno cumprimento da legislação, é o caminho para uma melhor qualidade de vida para a sociedade da qual, evidentemente, o transportador e seus familiares e amigos, também fazem parte.

Frequentemente encontro pessoas que tiveram a oportunidade de viajar para o exterior e visitar países mais desenvolvidos nesse setor. Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Espanha, Itália, Portugal e Japão estão frequentemente dentre os principais destinos visitados. Em geral, as pessoas voltam maravilhadas com a limpeza das ruas, organização da sociedade, educação do povo, beleza dos parques, segurança, respeito no trânsito e cuidados com o meio ambiente. Bacana, não? Pois é, nada disso é possível sem o respeito às leis o que, na prática, significa praticar a cidadania e respeitar o direito do próximo. Nesses países, a tecnologia de controle que utiliza o ARLA 32 existe há mais tempo que no Brasil e não se vê a ocorrência de fraudes como se vê aqui. Precisamos mudar essa cultura e cabe ao transportador fazer a sua parte. Acredito que em 2016 o bicho vai pegar mais forte para os poluidores. Desejando boas festas aos leitores, recomendo que quando estiverem festejando o Natal e a passagem do ano com seus entes queridos, respirem fundo e torçam para que o ar esteja limpo!

O Carreteiro



O trabalho ao volante pode ser cansativo e desgastante, principalmente para quem dirige por horas seguidas. Ao longo dos anos, as dores podem se tornar passageiros constantes, por isso a postura correta é essencial para manter a saúde e a qualidade de vida do motorista enquanto trabalha. A CART – Concessionária Auto Raposo Tavares reuniu diversos movimentos e exercícios que podem ser feitos durante as paradas de descanso, além de recomendações importantes em relação à postura do amigo da estrada. Confira:

Postura correta

Enquanto estiver dirigindo o motorista deve manter os ombros relaxados e sempre variando por breves períodos a posição, distribuir igualmente o peso do corpo, manter os calcanhares apoiados no assoalho do veículo, os joelhos e cotovelos levemente dobrados e manter a cabeça alinhada com o quadril. O posicionamento incorreto do corpo pode causar tensão, dores, lesões, formigamentos ou até mesmo danos permanentes à coluna.A recomendação é utilizar o tempo de descanso das paradas para mexer o corpo e realizar alguns exercícios, os movimentos são facilmente executados e podem ser intercalados entre uma parada e outra.

Cabeça, pescoço, ombros e braços

Os ombros acumulam a tensão física e também emocional, como o estresse. Por isso é importante movimentar a cabeça, alongar pescoço e ombros para ajudar a evitar dores e inflamações musculares.

  • Comece rodando os ombros para frente 10 vezes e depois 10 vezes para trás. Depois levante ambos os ombros como se estivesse tentando tocar as orelhas, isso com os braços relaxados, os mantenha nessa posição por dois segundos depois relaxe. Repita 10 vezes.
  • Vire a cabeça vagarosamente para a direita e depois para a esquerda, para o teto e para o chão, sempre pausando olhando para a frente . Repita 10 vezes. Depois que terminar o exercício anterior, apoie a mão na lateral da cabeça, logo acima da orelha, e puxe lentamente em direção ao ombro. Tome cuidado para não tencionar ou subir os ombros ao realizar este exercício, tente mantê-los relaxados.
  • Estique os braços na altura dos ombros e gire as mãos de dentro para fora 10 vezes. Repita o movimento, só que agora de fora para dentro. Terminando, entrelace os dedos atrás da nuca e puxa e cabeça para baixo, relaxando os braços. Permaneça nesta posição por 15 segundos.
  • Estique um dos braços e coloque a mão atrás do cotovelo, puxe o braço esticado em direção ao ombro. Permanece 15 segundos nessa posição e troque o braço.

Pernas e pés

Quando veículo estiver parado, e o condutor estiver sentado, puxe uma perna para o peito e conte até 20, repita o movimento do outro lado. Depois que terminar coloque a ponta dos pés para cima e para baixo até o máximo possível por 10 segundos, depois faça círculos com os pés em sentido horário e anti-horário.

Levante e caminhe em volta do veículo, se estiver parado em um local seguro. Apoie a perna sobre uma superfície e mantenha o joelho esticado. Em seguida, incline o tronco em direção ao joelho da perna elevada (mantenha a coluna esticada).

Cuidado com as dores

É importante realizar exercícios regularmente e alternar posição enquanto dirige. Outras alternativas incluem repouso, analgésicos e, principalmente, tentar melhorar os hábitos de vida em geral, praticando esportes e exercícios laborais.  Vale lembrar que se a dor durar mais de 3 meses deve ser acompanhada por um médico.

O Carreteiro 



Segunda, 19 Setembro 2016 15:20

SAIBA TUDO SOBRE RUÍDOS NO CAMINHÃO

Os especialistas definem o RUÍDO como sendo todo tipo de som indesejável. É aquilo que, em linguagem comum, chamamos de BARULHO. O barulho incomoda e, dependendo de suas características, pode ser um inimigo da saúde. Barulho em excesso pode causar surdez de forma instantânea se for causado por algum evento extremo, como uma explosão perto do ouvido, ou pode reduzir gradualmente a audição até o nível de surdez, o que é comum em pessoas que trabalham ou moram em ambientes barulhentos e não têm como se proteger. Embora a surdez por si só já seja um problema de saúde sério, o excesso de barulho também pode causar aumento na frequência dos batimentos do coração e na pressão do sangue, falta de sono, cansaço crônico, irritação, problemas gástricos e falta de atenção, que contribuem para diversos prejuízos para a população.

Assim como ocorre com a emissão de poluentes atmosféricos, os veículos são considerados a principal fonte de emissão de ruído nas cidades e estradas. Nos caminhões ele é gerado principalmente pelo conjunto motor – transmissão – escapamento, pela movimentação dos pneus nas vias de tráfego, pelo arrasto aerodinâmico do veículo, pelo uso da buzina e, também, por determinados equipamentos adicionais, como, por exemplo, o sistema de refrigeração para o transporte de produtos perecíveis.

De modo geral, o ruído causado pelo tráfego de caminhões nas cidades é desproporcional ao gerado pelos automóveis, se levarmos em conta a quantidade de veículos de cada tipo. Isso se deve, em grande parte, às características de combustão por compressão do motor diesel, que gera mais ruído do que o motor com ignição por vela. Importante destacar que o tamanho dos motores que equipam os veículos pesados, e as características dos demais componentes dos caminhões, como o turbo, também contribuem para um ruído mais intenso. Em baixa velocidade, até cerca de 45 km/h, predomina o ruído do conjunto motor – transmissão – escapamento.  Em geral, esse tipo de ruído é mais crítico quando o caminhão está parado e é acelerado para ganhar movimento. À medida que ocorre o aumento na velocidade, o ruído de rolagem dos pneus ganha rapidamente importância e passa a ser a fonte predominante de ruído, em geral a partir dos 60 km/h.

Antes que alguém reclame que as motocicletas também fazem um barulhão “danado”, esclareço que isso é verdade, e envolve principalmente as motos da baixa cilindrada.  A razão nesse caso reside no fato de que os motores desses veículos ficam expostos, operam em rotações elevadas e o escapamento tem capacidade limitada de atenuação do ruído do motor.

Mas, voltando aos caminhões, esses veículos já atendem, desde 1993, às exigências de controle de ruído para veículos novos do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Contudo, essas exigências estão desatualizadas face ao crescimento da frota de veículos em circulação e precisam ser revistas para que os veículos saiam de fábrica menos barulhentos. É curioso, mas esse assunto recebe pouca atenção das autoridades e da população, apesar das principais cidades do país se situarem dentre as mais barulhentas do mundo.

No Brasil falamos alto, ouvimos música alta, usamos a buzina indevidamente com frequência e, talvez por vivermos nessa cultura ruidosa, somos demasiadamente tolerantes com esse problema. Mas isso precisa mudar.

Será que o transportador pode fazer alguma coisa para que a situação não piore ainda mais?  Certamente há contribuições que são bem-vindas, como vou pontuar a seguir:

  • Ruído em excesso no veículo pode ser sinal de problemas mecânicos e desgaste de componentes. A manutenção preventiva, de acordo com as especificações do fabricante do automóvel, possibilita manter o ruído próximo aos níveis originais. Importante lembrar que como os veículos mais modernos vêm equipados com sistemas de controle de emissão de poluentes atmosféricos instalados no escapamento do motor, o veículo bem mantido vai gastar menos combustível e óleo lubrificante, emitir menos poluentes para a atmosfera e vai ter maior durabilidade;
  • Excesso de carga no caminhão, além de ser uma infração de trânsito, força o motor e a transmissão e gera mais ruído. Mas o prejuízo não para aí, pois essa prática resulta em desgaste prematuro de pneus e outros componentes e vem acompanhada de aumento no consumo de combustível, na poluição do ar e no aumento dos riscos de acidentes. Também provoca o desgaste e a deformação do pavimento das vias públicas o que contribui, num ciclo vicioso, à exposição do veículo a danos e desgaste antecipado, que geram mais ruído. Portanto, trafegar com excesso de carga é uma prática que, por todas as razões apontadas, deve ser evitada;
  • A forma de dirigir também interfere na emissão de ruído do veículo. Portanto, a dica é conduzir com tranquilidade, trocando as marchas corretamente, evitando acelerações bruscas e desnecessárias, especialmente se o veículo estiver parado em marcha lenta, e mantendo a velocidade de acordo com o limite da via e condições de segurança no trânsito.
  • A buzina é um equipamento de segurança importante do veículo. O seu uso indevido e prolongado deve ser evitado pois, além de contribuir para a poluição sonora, e ser uma atitude desrespeitosa com os demais, é uma infração de trânsito.
  • Dependendo do tipo, os pneus também podem causar barulho desnecessário. Já existem no mercado pneus com índice reduzido de ruído, então a dica é pesquisar com o fabricante do veículo ou do pneu qual o tipo menos ruidoso para a aplicação que se quer e adotar o produto.
  • Embora não seja responsabilidade do transportador, a qualidade do pavimento das ruas e estradas também impacta no ruído de rolagem do veículo. Cabe então ao transportador deixar de ser vidraça e passar a ser estilingue por meio da cobrança aos órgãos públicos responsáveis pela pavimentação e manutenção de vias o direito de poder utilizar ruas e estradas pavimentadas adequadamente e que gerem o menor ruído possível.

Achou interessante e importante? Espero que sim, para o bem da saúde e do bem estar. Então mãos à obra e faça a sua parte.

O Carreteiro / Colunista Alfred Szwarc



Segunda, 19 Setembro 2016 11:33

TERCEIRA PLACA É FACULTATIVA

Através da Resolução 616, de 6 de setembro de 2016, que referenda a Deliberação 149/16, do  Conselho Nacional de Trânsito -CONTRAN, tornou facultativo o uso pelos veículos de carga com mais de 4.536 kg do sistema auxiliar de identificação veicular, também conhecido como terceira placa ou faixa ouro. O adesivo era exigido pela  Resolução 575/15, que teve agora o seu artigo 1º reformulado e os artigos 2º, 4º e 5º revogados. O artigo 3º permanece em vigor e determina que o trânsito dos veículos com o sistema de identificação auxiliar sem condições de legibilidade e visibilidade constitui infração prevista no artigo 237 do Código de Trânsito Brasileiro e sujeita seus proprietários à penalidade de multa, bem como à medida administrativa de retenção do veículo para regularização. Assim, quem optar pelo uso da terceira placa deve sempre mantê-la em com estado de legibilidade e conservação.

Fique de olho em outras resoluções:

  • Resolução 618: adia para 1º de junho para 2017 o prazo concedido pela Resolução 441/13 para que os caminhões que transportam cana (canavieiros) passem a utilizar lona protetora da carga.

  • Resolução 613: estende aos veículos destinados à manutenção e restabelecimento dos sistemas das linhas e estações metroferroviárias o benefício de livre trânsito de que já gozam os veículos de bombeiros, policiais e ambulâncias.
  • Resolução 619: estabelece novos procedimentos para aplicação de multas, por infrações de trânsito, a arrecadação e o repasse dos valores recolhidos.
  • Resolução 622: estabelece o sistema de notificação eletrônica. Trata-se de um meio de comunicação virtual a ser disponibilizado pelo Denatran aos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Trânsito que permitirá ao interessado receber e enviar informativos, comunicados e documentos em formato digital.
  • Resolução 623: dispõe sobre a uniformização dos procedimentos administrativos quanto à remoção, custódia e para a realização de leilão de veículos removidos ou recolhidos a qualquer título, por órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito – SNT.

O Carreteiro



Sexta, 16 Setembro 2016 15:10

ATÉ QUE IDADE POSSO DIRIGIR UM VEÍCULO?

O Código Brasileiro de Trânsito não define idade limítrofe para a interrupção da atividade. Saber o momento de parar é essencial.

O Código Brasileiro de Trânsito prevê o início da concessão para a direção de veículos a partir dos 18 anos, mas nada define para a aposentadoria dessa concessão.

Sabemos que à medida que passam os anos limitações vão aparecendo. Em média, a partir dos 60 anos começamos ter um declínio na execução de nossas atividades. Em alguns, esse declínio é lento e progressivo, em outros, temos acentuação muitas vezes brusca devida ao aparecimento de alguma doença.

A direção veicular não é um procedimento tão simples, fácil como se imagina. É na realidade bastante complexa. Inicialmente podemos afirmar que depende de três funções básicas:

1 – a cognitiva que envolve raciocínio, entendimento, memória, comunicação, atenção, concentração, vigília e respostas imediatas;

2 – a motora responsável pela liberdade de movimentos, rapidez, força, agilidade, coordenação;

3 – a sensório perceptiva é onde se relaciona sensibilidade tátil, visão, audição e percepção.

Além de tudo isso, sabemos que existe uma grande repercussão dos fatores de risco presentes na direção veicular, no meio ambiente e no estresse causado que atuam diretamente sobre o organismo causando distúrbios agudos e processos degenerativos. A complexidade da atividade leva-nos a entender que estão presentes as repercussões do organismo sobre a direção e da direção sobre o organismo. É na realidade um somatório de agressões de um e de outro lado.

Quando se é portador de doenças primárias como hipertensão arterial, diabetes, doenças ósteoarticulares, distúrbio mental e emocional, doenças metabólicas e outras, certamente terão agudização desses processos, comprometendo as funções essenciais para a atividade.

Cada organismo é um organismo diferenciado. Nem todos apresentam os mesmos problemas de saúde, daí não termos no código de trânsito uma data definida para a interrupção da concessão. A única referência aos idosos (acima de 65 anos) é que seja feita avaliação médica a cada três anos, com o que não concordamos. Os processos degenerativos e a alternância de sinais e sintomas e mesmo do aparecimento súbito de doença é comum, o que nos leva a indicar exames periódicos a cada ano.

Temos observado que o próprio motorista muitas vezes ao perceber suas limitações passa a ter medo de assumir a direção acabando por abandoná-la. Outras vezes vemos alguns com limitações, mas insistindo em manter-se em atividade. A família tem importância capital quando detecta alguma das alterações aqui descritas ou quando do surgimento de doença aguda ou crônica, impedindo o idoso de assumir a direção veicular.

Estimular, deixá-lo motivado para a vida, soerguer o moral, incentivá-lo é uma necessidade real. As limitações levam a depressão que por sua vez acelera o processo degenerativo e gera desarmonia interna. Aí é o caos.

Torna-se de extrema importância lembrar que normalmente nessa faixa etária faz-se uso de algum medicamento, às vezes múltiplos e que podem ter repercussão quando na direção. O médico da família saberá orientar quando riscos houver, não só o idoso, a família e o médico que habilita e renova a Carteira Nacional de Habilitação.

O Carreteiro

O Código Brasileiro de Trânsito não define idade limítrofe para a interrupção da atividade. Saber o momento de parar é essencial.

O Código Brasileiro de Trânsito prevê o início da concessão para a direção de veículos a partir dos 18 anos, mas nada define para a aposentadoria dessa concessão.

Sabemos que à medida que passam os anos limitações vão aparecendo. Em média, a partir dos 60 anos começamos ter um declínio na execução de nossas atividades. Em alguns, esse declínio é lento e progressivo, em outros, temos acentuação muitas vezes brusca devida ao aparecimento de alguma doença.

A direção veicular não é um procedimento tão simples, fácil como se imagina. É na realidade bastante complexa. Inicialmente podemos afirmar que depende de três funções básicas:

1 – a cognitiva que envolve raciocínio, entendimento, memória, comunicação, atenção, concentração, vigília e respostas imediatas;

2 – a motora responsável pela liberdade de movimentos, rapidez, força, agilidade, coordenação;

3 – a sensório perceptiva é onde se relaciona sensibilidade tátil, visão, audição e percepção.

Além de tudo isso, sabemos que existe uma grande repercussão dos fatores de risco presentes na direção veicular, no meio ambiente e no estresse causado que atuam diretamente sobre o organismo causando distúrbios agudos e processos degenerativos. A complexidade da atividade leva-nos a entender que estão presentes as repercussões do organismo sobre a direção e da direção sobre o organismo. É na realidade um somatório de agressões de um e de outro lado.

Quando se é portador de doenças primárias como hipertensão arterial, diabetes, doenças ósteoarticulares, distúrbio mental e emocional, doenças metabólicas e outras, certamente terão agudização desses processos, comprometendo as funções essenciais para a atividade.

Cada organismo é um organismo diferenciado. Nem todos apresentam os mesmos problemas de saúde, daí não termos no código de trânsito uma data definida para a interrupção da concessão. A única referência aos idosos (acima de 65 anos) é que seja feita avaliação médica a cada três anos, com o que não concordamos. Os processos degenerativos e a alternância de sinais e sintomas e mesmo do aparecimento súbito de doença é comum, o que nos leva a indicar exames periódicos a cada ano.

Temos observado que o próprio motorista muitas vezes ao perceber suas limitações passa a ter medo de assumir a direção acabando por abandoná-la. Outras vezes vemos alguns com limitações, mas insistindo em manter-se em atividade. A família tem importância capital quando detecta alguma das alterações aqui descritas ou quando do surgimento de doença aguda ou crônica, impedindo o idoso de assumir a direção veicular.

Estimular, deixá-lo motivado para a vida, soerguer o moral, incentivá-lo é uma necessidade real. As limitações levam a depressão que por sua vez acelera o processo degenerativo e gera desarmonia interna. Aí é o caos.

Torna-se de extrema importância lembrar que normalmente nessa faixa etária faz-se uso de algum medicamento, às vezes múltiplos e que podem ter repercussão quando na direção. O médico da família saberá orientar quando riscos houver, não só o idoso, a família e o médico que habilita e renova a Carteira Nacional de Habilitação.


O Carreteiro

<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Próximo > Fim >>
Pagina 7 de 9